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Responsável técnico pelo conteúdo  Dr Felipe SN Machado CRM129710

TRANSTORNO

BIPOLAR

O transtorno bipolar caracteriza-se por alterações do humor que se alternam entre episódios depressivos e episódios de euforia (também denominados de manias), em diversos graus de intensidade. Não há dúvidas sobre a origem genética do transtorno bipolar, uma vez que 50% dos portadores apresentam pelo menos um familiar afetado, além do que os filhos de portadores apresentam risco aumentado de apresentar a doença, quando comparados com a população em geral.

 

O transtorno do humor bipolar também pode ser chamado de transtorno afetivo bipolar ou doença maníaco-depressiva e os atuais manuais dignostico, classificam 4 tipos de transtorno bipolar. Se houve pelo menos um período de mania ou estado misto é bipolar tipo I; quando só aconteceram hipomanias - crises de euforia mais leves que mania - bipolar tipo II. O estado misto caracteriza-se pela superposição ou alternância num mesmo dia de sintomas depressivos e eufóricos importantes. Na ciclotimia se alternam durante anos sintomas de depressão e de euforia ainda mais leves, que duram apenas alguns dias. Pode ser confundida com um jeito de ser "instável", "cheio de altos e baixos" e freqüentemente antecede sintomas depressivos e eufóricos mais graves.

 

O transtorno bipolar tipo I é menos freqüente e se caracteriza pela presença de episódios típicos de depressão e de mania, intercalados por episódios de normalidade. Apesar de sintomas clássicos como euforia, hiperatividade e diminuição da necessidade de sono, somente seu médico poderá fechar o diagnóstico final de surtos de mania, uma vez que a faixa da intensidade de sinais e sintomas é bastante variada. Já o transtorno bipolar tipo II também apresenta episódios de depressão e normalidade, mas alternados com quadros mais brandos de mania - a chamada hipomania. Este tipo pode acometer até 8% da população, um número nada desprezível.

 

O fato é que as fases maníacas, quando em seu quadro típico, prejudicam ou impedem o desempenho profissional e as atividades sociais, não raramente expondo os pacientes a situações embaraçosas e a riscos variados (como dirigir sem cuidado, fazer gastos excessivos, indiscrições sexuais, abuso de álcool, entre outros riscos). Em casos mais graves, o paciente pode apresentar delírios e alucinações, embora mais raramente. Nesses casos, muitas vezes, o quadro clínico é confundido com a esquizofrenia.

 

O transtorno bipolar pode trazer grave sofrimento para os portadores e suas famílias. Dados da Organização Mundial de Saúde, ainda na década de 1990, mostraram que o transtorno bipolar foi a sexta maior causa de incapacitação no mundo. Estimativas indicam que um portador que desenvolve os sintomas da doença aos 20 anos de idade, por exemplo, pode perder nove anos de sua vida e 14 anos de produtividade profissional, se não tratado adequadamente.

 

A mortalidade dos portadores de transtorno bipolar é elevada, uma vez que se estima que até 50% dos portadores possam tentar o suicídio ao menos uma vez em suas vidas e 15% efetivamente o cometem. Além disso, doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares têm se mostrado mais freqüentes entre portadores de transtorno bipolar. A associação com dependência de álcool e drogas não apenas é comum (41% de dependência de álcool e 12% de dependência de alguma droga ilícita), como agrava a evolução e o prognóstico do transtorno bipolar, piorando a adesão ao tratamento e aumentando em até duas vezes o risco de suicídio.

 

FONTE:  ABRATA (  www.abrata.org.br )