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Responsável técnico pelo conteúdo  Dr Felipe SN Machado CRM129710

SÍNDROME DE BURNOUT

A Síndrome de Burnout ou Síndrome da Estafa Profissional, que foi descrita pela primeira vez pelo psicólogo H.J. Freudenberger, no ano de 1974, para descrever um sentimento de fracasso e exaustão causado por um excessivo desgaste de energia, força e recursos.

 

O nome Síndrome de Burnout é como o próprio nome diz, seu "fusível" está queimado. Isto porque os sinais associados formam um quadro bem definido, como por exemplo:

  • Insatisfação, irritabilidade, explosividade, reclamações, mal humor

  • Indecisão, julgamentos errados, atrasados, precipitados, piora na organização, adiamento e atrasos de tarefas, perda de prazos

  • Insônia, sono agitado, pesadelos

  • Falhas de concentração e memória

  • Coisas diárias se tornam uma sobrecarga

  • Uso de finais de semana para colocar o serviço em dia, ao invés de relaxar

  • Cada vez mais tempo com trabalho e menos com lazer

  •  Parece que o dia normal de trabalho não é mais suficiente para o que tem que ser feito

  • Diminuição de entusiasmo e prazer pelas coisas, sensação de monotonia.

 

A caracteristica inicial da sindrome é a exaustão emocional representada pelo esgotamento dos recursos psicológicos do indivíduo. Isto pode decorrer principalmente da sobrecarga e do conflito pessoal nas relações interpessoais. Pode ocorrer também uma certa insensibilidade emocional do profissional, o que pode provocar a sensação de alienação em relação aos outros. Os primeiros sentimentos negativos são direcionados aos clientes e colegas de trabalho, posteriormente atingindo amigos e familiares e, por último, o próprio profissional. Em geral a pessoa pode não se sentir realizada pessoalmente e pode também apresentar um sentimento de incompetência, revelando uma auto-avaliação negativa associada à insatisfação e infelicidade com o trabalho

 

A presença desses sintomas muitas vezes pode tornar-se desagradável e não desejada e são fortemente relacionados à Síndrome de Estafa. .

 Outros sintomas podem surgir em decorrencia ao desgaste e incluem cefaléia, alterações gastrointestinais, insônia, perda ou aumento de peso, pressão arterial e colesterol altos, arteriosclerose, Acidente Vascular Cerebral (AVC ou "Derrame"), Infarto, restless legs (pernas irriquietas, principalmente na cama durante a noite), dentre outros. Um grande associação da sindrome é a comorbidade com alguns transtornos mentais e comportamentais, como a depressão, ansiedade, doenças psicossomáticas, e ataques de pânico que é caracterizado pela presença de taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura, entre outros sintomas.

 

As consequências da síndrome de burnout podem ser graves, incluindo desmotivação, frustração, depressão e dependência de drogas. O desgaste se reflete também nas relações familiares (separações, maus tratos) e no trabalho, determinando diminuição importante do rendimento e aumento de faltas no trabalho e em eventos sociais. Com isso, a qualidade dos serviços prestados e o nível de produção fatalmente são afetados, assim como a lucratividade. Os efeitos do burnout podem prejudicar o profissional em três níveis: individual (físico, mental, profissional e social), profissional (atendimento negligente e lento ao cliente, contato impessoal com colegas de trabalho e/ou pacientes/clientes) e organizacional (conflito com os membros da equipe, rotatividade, absenteísmo e diminuição da qualidade dos serviços).

 

A avaliação desses casos deve ser cuidadosa e feira por um profissional com experiencia na área que deve considerar todos os aspectos da vida da pessoa. É importante não confundir excesso de trabalho e insatisfação profissional com a Síndrome de Burnout. O dignóstico  é feito por meio de uma avaliação psicopatológica e clínica, e pode ser auxiliada pela testagem neuropsicológica das funções executivas. O tratamento nestes casos necessitam de uma abordagem psicoterápica e podem também necessitar do uso medicamentos caso ocorra a presença de sintomas que prejudiquem gravemente o funcionamento do individuo seja no ambiente de trabalho e/ou no ambiente social.